18.9.08

Europeana - Biblioteca Digital Europeia

A partir do próximo mês de Novembro, a União Europeia vai partilhar uma biblioteca digital. A Europeana vai incluir milhões de documentos, actualmente, apenas acessíveis nas bibliotecas e arquivos nacionais.

Ao clicar nesta imagem, poderão aceder a um vídeo de apresentação da Europeana.







14.9.08

Bom regresso às aulas!


Escola é...

... o lugar onde se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...

Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de “ilha cercada de gente por todos os lados
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se “amarrar nela”!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo
.
Paulo Freire

9.9.08


Os livros são casas
com meninos dentro
e gostam de os ouvir rir,
de os ver sonhar
e de abrir de par em par
as paisagens e as imagens,
para eles, lendo, poderem sonhar.


Os livros gostam muito
de contar histórias,
mesmo que essas histórias
sejam contadas em verso
com a mesma naturalidade
com que eu escrevo,
com que eu converso.

Os livros são novos e antigos,
mas não gostam de ter idade.
Disfarçam uma mancha, uma ruga,
e gostam de viver em liberdade
numa prateleira alta,
sobre a mesa em que se escreve,
ou nas bibliotecas da cidade.
E é por isso, porque o seu tempo
é sempre maior que o tempo,
que eles não gostam de ter idade.


«Ler doce ler»

José Jorge Letria
Rui Castro
Terramar



4.9.08

Coração de mãe

Destinado a complementar o álbum Pê de Pai, dos mesmos autores, Coração de Mãe propõe-se dar conta da relação entre mãe e filho, explorando, a partir do ponto de vista da mãe – e do seu coração especial – diferentes reacções e sentimentos em relação aos filhos.

As ilustrações exploram a dimensão simbólica que caracteriza o texto, recriando as várias situações propostas. De acordo com os autores, o coração da mãe distingue-se pelo facto de estar sempre em sintonia com o filho.


"O coração de mãe não é só um músculo que bate sem parar. É um lugar mágico onde acontecem as mais extraordinárias das coisas. O coração de mãe está ligado a cada coração de filho por um fio fininho, quase invisível."




Coração de Mãe
Autor(es) Isabel Minhós Martins, Bernardo Carvalho (ilustrador)
Editora Planeta Tangerina


1.9.08

O Sam e o som

No colégio havia uma porta sempre fechada à chave. Pelo buraco da fechadura, via-se que dava para um corredor ou galeria.
À noite, quando as luzes se apagavam no dormitório do colégio, o Sam imaginava um túnel sombrio e sem fim. Escorria água suja pelo musgo das paredes e o chão era lamacento como o do campo de jogos onde ele e os outros meninos do colégio se atolavam quando chovia muito e escorregavam em dias de chuviscos. O corredor dominava os sonhos e os pesadelos.

Um dia, quando o mistério do corredor começava a incomodar como um berlinde perdido, o Sam e os outros meninos descobriram que por detrás da porta não havia afinal um túnel medonho.
Acompanhados pelo professor de música, entraram em silêncio. Com passos travados, desfilaram a olhar para o lado esquerdo. A parede estava ocupada, do chão ao tecto, por uma montra envidraçada. Por detrás do vidro fino, havia metais preciosos com formas estranhas, havia marfim, madrepérola e madeiras exóticas em chamas...


«O Sam e o som / Sam and the sound»
Ana Saldanha, Basil Deake & Gêmeo Luís
Caminho


(Este livro está na Biblioteca)



29.8.08

De mau Humor

Judy Moody não queria que o Verão chegasse ao fim. Não lhe apetecia ter de escovar o cabelo todos os dias, decorar palavras, nem sentar-se ao lado de Frank Come-Cola Pearl, na escola.
Judy Moody estava de mau humor, de muito mau humor e com cara de poucos amigos. Nem o cheiro dos seus novos lápis Rabugentos a fez sair da cama.
- É o primeiro dia de aulas! - cantarolou a mãe de Judy. - Salta da cama e veste-te.
Judy escondeu-se por baixo dos lençóis e tapou a cabeça com a almofada.
- Judy! Ouviste o que eu disse?
- Grrrrr! - respondeu ela.

Teria de se habituar a uma carteira nova e a uma nova escola. A carteira não teria um autocolante com um tatu e o nome dela lá escrito, tal como a antiga tinha, e na nova sala de aula não haveria um porco-espinho chamado Roger. E para seu grande azar, por certo o Senhor Todd iria mandá-la sentar-se na fila da frente, onde não poderia passar bilhetinhos ao seu melhor amigo, Rocky, sem que o professor visse.
A mãe voltou a espreitar para dentro do quarto.
- E não te esqueças de pentear esse cabelo, ok?

Uma das piores coisas do primeiro dia de aulas era que toda a gente voltava das férias de Verão com t-shirts novas a dizer DISNEYWORLD ou SEAWORLD ou JAMESTOWN: TERRA DE POCAHONTAS. Judy procurou na gaveta de cima, na gaveta de baixo e até na gaveta da roupa interior e não encontrou nenhuma camisola com letras.
Vestiu umas calças de pijama com padrão de pele de tigre e uma t-shirt simples e sem letras.
- Ela está de pijama! - apontou o seu irmão Stink quando ela chegou à cozinha. - Não podes ir de pijama para a escola!
Agora que já ia para a segunda classe, Stink pensava que sabia tudo. Judy lançou-lhe um dos seus famosos olhares de fúria...



«Judy Moody»
Megan Mc Donald
Ed. Difel




(Este livro encontra-se na Biblioteca)


22.8.08

A Lenda de Despereaux


A história começa dentro das muralhas, com o nascimento de um rato. Um rato pequenino. o último rato a nascer de seus pais e o único sobrevivente da sua ninhada...

A autora Kate DiCamillo criou esta história sobre um ratinho, Despereaux Tilling, um herói improvável, um pequeno mas corajoso rato, diferente dos restantes ratos.

Esta é a lenda de Despereaux Tilling, um rato apaixonado por música e por uma princesa chamada Ervilha. É também a história duma ratazana chamada Roscuro, que vive na escuridão, mas anseia por um mundo cheio de luz. E é a história de Miggery Sow, uma pequena criada pouco inteligente, com um desejo simples, mas impossível. Estas personagens estão prestes a embarcar numa viagem que as fará descer a umas terríveis masmorras, subir a um castelo cintilante e, por fim, entrar nas vidas umas das outras...



Ovos cozidos

«Era uma vez um pobre carvoeiro
que tinha duas filhas.

A mais velha envergonhava-se do pai
porque andava sempre sujo e mal vestido.
Para disfarçar a pobreza,
passava os dias a enfeitar-se
e a ver-se ao espelho.

A mais nova ocupava-se da casa,
sem se importar com a sua condição.
Era conhecida pela sua inteligência:
conseguia perceber as palavras mais arrevesadas
e resolver complicadíssimos enigmas.

O rei, amante de charadas e adivinhas,
herdara o trono em novo
e comportava-se de forma caprichosa.
Muitas vezes sujeitava os súbditos
a provas que deviam resolver
para não serem castigados.

Um dia reuniu-os a todos e disse:
- Tenho uma árvore com doze ramos;
cada ramo tem trinta folhas;
cada folha, duas faces.
Quem em sete dias não acertar
o valor total da minha árvore,
vai para o calabouço.

Quando quase se vencia a data fixada
para resolver o enigma,
o carvoeiro colocou-o às filhas.

Então a mais nova disse:
- Não há nada mais fácil!

E deu ao pai a solução.
...




"Ovos cozidos"
Marisa Núñez & Teresa Lima
OQO Editora




(Este livro está na nossa Biblioteca)




17.8.08

Brevíssima história de amor

«Não sei a quem ouvi contar a história de Maria.
Mas sei que era assim: nunca tinha tido uma boneca, na casa da praia onde morava, onde o vento entrava pelos lados todos.
Toda a gente sabia que dava o seu amor inteiro a uma pedra.
Uma pedra - por suas mãos carinhosamente vestida e despida de folhas, de conchas, de um ou outro trapo velho.
Para a pedra, Maria inventava, todas as noites, canções de não ter medo do vento, das marés vivas, de coisa nenhuma.

E um dia alguém ouviu contar a história de Maria. Devia ser Natal, os corações das pessoas comovem-se facilmente nessa altura. Se calhar até havia cânticos na rádio, na televisão, nas lojas, nas ruas.
E uma boneca enorma caiu no colo de Maria: olhos de vidro azul, algumas palavras fanhosamente ecoando sempre que se apertava a barriga, cabelos loiros, vestido de cetim cor de rosa, gente quase.
Redondos, redondos os olhos de Maria, sobre aquele tesouro inesperado. Claríssimo o seu sorriso, olhando a boneca.

Desde então, todas as manhãs Maria acorda feliz. Estenda a mão para a boneca nova, olhos de vidro azul, cabelos loiros, gente quase.
Ajeita-lhe o vestido de cetim cor de rosa, fica uns momentos olhando-a, parada.
Diz-lhe baixinho "até logo".
E corre para a praia, a embalar a pedra....»



Autora: Alice Vieira

In «Histórias da árvore dos sonhos»
Vários Autores
Projecto Ilha Mágica


(O livro encontra-se na Biblioteca)


11.8.08

O Castelo dos Livros

O Castelo dos Livros é a mais recente obra da autora do Bestseller A Lua de Joana.


O livro conta a história de Inês, uma menina que tinha o sonho de vir a ser sábia e, um dia, descobriu o fantástico tesouro escondido no Castelo da Montanha Azul, com as suas quatro torres, e de Teresa, que tinha o sonho de ser livre e, a certa altura, descobriu um tesouro especial guardado na sua alma cheia de histórias (uma delas sobre um terrível dragão)... Inês e Teresa gostam muito de livros. Pouco a pouco, vão-se conhecendo e ficando grandes amigas. Assim, juntas, vencem o medo e tornam-se guardiãs das quatro torres mágicas: a Torre dos Arrepios, a Torre das Asas, a Torre do Céu e a Torre Dourado...


"- Era uma vez um marquês...Sim, um marquês. Não era um príncipe, nem um duque, não era um conde nem um visconde... - Teresa olha para mim e percebe que estou a impacientar-me. Creio que está a pôr-me à prova, para ter a certeza que não vou interrompê-la. Quanto a mim neste momento, já não tenho tanta certeza...

- Era um marquês biblionário - continuava ela, olhando para mim - Às vezes, os escritores inventam palavras, sabias? Esta fui eu que a inventei precisamente para descrever alguém muito rico em... livros"...


29.7.08

He came with the couch...

David Slonim é o autor deste livro. Está escrito em inglês. As ilustrações ajudarão certamente a compreender esta história...





Cliquem no livro para virar as páginas.
Se clicarem nos «olhos», acederão ao site LookyBook. Poderão ver o livro em tamanho maior e ler melhor esta aventura.


Boa leitura !

O piano de cauda

«O piano de cauda vivia no mais harmonioso dos lugares. Todos os dias, cedo cedinho, corria ao espreguiçadoiro, que é uma espécie de miradoiro donde se vê nascer o dia, e... dó, ré, mi, fá... o sol aparecia. Dali regressava à clareira para o ensaio de orquestra com o rio, as ervas e os pássaros. Quando não era orquestra, era um quinteto ou um trio... com quem estivesse disposto. Hoje, por acaso, até ia tocar a solo: a chuva tinha metido água no ensaio geral, estavam todos ensopados, roucos, desafinados. Nem o vento conseguia assobiar nas folhas!
Ainda bem que a cauda do piano tinha ficado presa nas giestas do caminho para o ensaio! É que, naquele lugar, ninguém sabia imaginar um dia sem música. E chegado o dia-pasão, que era o dia da afinação geral, tudo voltou à normal felicidade.
Quem não andava nada feliz com a felicidade era o ar.
Como se já não lhe bastasse o trabalho que tinha com o perfume das flores, rebentava de música pelas costuras.
O que lhe valia eram os amigos: a boleia do vento, por exemplo, ou a visita de médico do ocaso, todos os dias ao fim da tarde. Bem, não era bem uma visita de médico, era mais... de polícia! É que, à sua ordem, todos recolhiam as melodias espalhadas e o piano dava as últimas notas: dó, si... e lá se ia o sol!
Era difícil chegar àquele lugar. Mas... mais dia menos dia, alguém havia de conseguir. Alguém assim... para quem tudo é fácil... Alguém à procura de coisas raras!
E assim aconteceu...»


Excerto retirado de:
O Piano de Cauda
Texto: Eugénio Roda
Ilustrações: Gémeo Luís
Editora: Edições éterogémeas

(O livro encontra-se na Biblioteca)


20.7.08

A lebre e a tartaruga

Clica sobre a imagem para ler a história da Lebre e da Tartaruga...



14.7.08

Cor de mim

A laranja sacudiu-se energicamente lá no alto da laranjeira e disse:

- Ninguém é tão importante como eu! Ninguém se compara comigo!

As folhas bateram umas nas outras, alegremente, que é o modo que elas têm de rir, e exclamaram:

- Bazófias, minha filha!

A laranja fez de conta que não era nada com ela, até porque não sabia o que queria dizer «bazófias», e, vaidosamente, voltou a dizer:

- Ninguém é tão importante como eu!

As folhas já estavam ligeiramente fartas daquela conversa, que se repetia todos os dias, e perguntaram:

- Mas porquê? Não acabas, como tods, em cima de um prato ou espremidinha para dentro de um copo?

A laranja deitou-lhes um olhar verdadeiramente enjoado:

- Francamente, vocês não percebem nada disto!

Depois aclarou a voz e continuou:

- Vocês são verdes. O meu primo limão é amarelo, a minha prima banana também é amarela, às vezes verde. O meu primo morango é vermelho. A minha prima uva é azul. A minha prima pêra é verde, amarelada, quando muito. Todos os meus primos e primas têm cores que são cores de muita gente. Mas eu... Eu sou cor de laranja!

- E isso que tem? - perguntaram as folhas, afinadamente em coro.

- Nunca vi ninguém que pensasse tão lentamente... - refilou a laranja.

Aclarou novamente a voz:

- Eu... eu sou... eu sou cor de laranja! Ou seja, eu sou cor de mim! Cor de mim própria!

Nessa altura, uma das folhas que raciocinava mais velozmente lembrou-se de dizer, lá do alto do seu ramo:

- Mas a tua prima rosa também é... cor-de-rosa! Cor dela própria!

A laranja ficou enraivecidamente cor de laranja e gritou:

- Cala-te imediatamente! Não me fales dessa toleirona, que estamos de relações cortadas há anos!

Então a folha encolheu-se, mandou passear a laranja mais as suas manias de superioridade, e murmurou lentamente:

- Mas quem me manda a mim meter em questões de família...


Retirado de
«Livro com Cheiro a Caramelo»
de Alice Vieira
Texto Ed.

7.7.08

Cada dia, uma história...

Como estão de férias, devem ter muitos projectos para ocupar os tempos livres: passeios; viagens; encontros; idas à praia, ao cinema, ao museu, aos espectáculos e festas de verão... Em casa, também haverá muita coisa para fazer...
De vez em quando, de certeza, haverá um momentinho para ler. E, não havendo possibilidade de vir cá, a nossa Biblioteca continuará activa através deste Blog.

Sugestões de leitura não hão-de de faltar...

Hoje, aconselhamos um site que propõe leituras novas todos os dias. É a «História do Dia». O princípio é fácil: cada dia, apresenta-se uma nova história. E se falharem a leitura em determinado dia, a História continua disponível em arquivo...

Para aceder ao site, basta clicar nesta imagem.


Boa Leitura !




O site existe em versão inglesa. Basta clicar na bandeira que está situada ao lado do título para mudar a língua.