12.9.10

Bom regresso às aulas !




"Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados.

O que elas amam são os pássaros em voo.

Existem para dar aos pássaros coragem para voar."


Rubem Alves








10.9.10

A Escola




" Escola é...

o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O director é gente, o coordenador é gente,
o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor na medida
em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados."
Nada de conviver com as pessoas e depois
descobrir que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar, é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é "se amarrar nela"!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil estudar,
trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz."


Paulo Freire





3.9.10

Preparando o regresso às aulas



Está na hora de sair da água...



... e de ficar...
...sempre com um livro nas mãos!




Boas Leituras!! ;-)


26.8.10

A felicidade exige valentia

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas,
não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



Fernando Pessoa



11.8.10

O Jardim Curioso


Pela mão do pequeno Jorge, nasce um jardim. O único de uma cidade “sem árvores, sem verde de espécie nenhuma”. Curioso, o jardim foi seguindo a linha férrea e acabou por “invadir” a cidade. Novos jardineiros apareceram e ajudaram o rapaz a pintá-la com novas cores.

O autor e ilustrador, Peter Brown, inspirou-se numa velha linha férrea elevada chamada Highline, no lado ocidental de Manhattan. Conta-nos no final: “Com o passar dos anos, o cascalho e os carris oxidados deram lentamente lugar a flores selvagens e a árvores. E se hoje formos espreitar a linha, veremos um jardim luxuriante que serpenteia acima das ruas e por entre os prédios.” Esta força da natureza, que encontra caminhos para sobreviver por entre as rachas nos passeios e trepando paredes, levou o escritor a imaginar o que aconteceria se “uma cidade inteira decidisse cooperar verdadeiramente com a natureza”? Tragam um regador e vamos ajudá-lo a descobrir.



O Jardim Curioso
Texto e ilustração Peter Brown
Tradução José Oliveira
Edição Editorial Caminho





8.8.10

Um dia na praia


Um Dia na Praia, de Bernardo Carvalho
Planeta Tangerina

31.7.10

Amigo




Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra «amigo».


«Amigo» é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece,
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

«Amigo» (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
«Amigo» é o contrário de inimigo!
«Amigo» é o erro corrigido,


Não o erro perseguido, explorado,
É a verdade partilhada, praticada.

«Amigo» é a solidão derrotada!


«Amigo» é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa!



Alexandre O'Neill


27.7.10

Férias! Que delícia!!






Na praia...
Em casa...
No campismo...
No avião...
Na varanda do hotel...
No terrasso da avó...


Um livro é sempre uma aventura!!












14.7.10

Os Vários Sabores da Vida



Uma vez não é costume... Aqui fica uma sugestão de leitura para mais velhos...



Londres: 1896.
Robert Wallis, um boémio aspirante a poeta, a ceita a proposta de um enigmático mercador de café para compor um "vocabulário de cafés" que capte os seus variados e ricos sabores. Inebriado pelos seus arrebatadores aromas, e pela ainda mais arrebatadora presença de Emily, a filha do mercador, Robert apaixona-se perdidamente. O mundo de Emily é igualmente abalado por esta proximidade: a pouco e pouco, também ela descobre que não é possível despertar alguns sentidos sem desafiar outros.
A contragosto, Robert parte para África em busca da origem do melhor café do mundo. O exotismo do continente africano apanha-o de surpresa. De deslumbramento em deslumbramento, Robert será apresentado à cerimónia tradicional abissínia do café pela mão de Fikre, a escrava de um homem poderoso. E quando Fikre se atreve a dar-lhe às escondidas um grão de café muito especial, tudo o que Wallis julgava saber - sobre café, amor e ele próprio - começa a ser questionado...


Uma arrebatadora e sensual história de amor que atravessa duas décadas e três continentes...



Obra: Os Vários Sabores da Vida
Autor: Anthony Capella



11.7.10

Ler a contar... a rir e a dançar!



Ou de como, caminhando nas histórias, descobrimos que há sempre um sapato à espera de encontrar o nosso pé …



“É urgente inventar a alegria, multiplicar os beijos, as searas… É urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras…” (Eugénio de Andrade) E “quando o Poeta conta, canta e dança, o mundo da criança ganha a sua própria vida!” (Andersen)




Tal como o Poeta e o Contador de histórias, queremos ver a alegria crescer, espalhar-se e contagiar os humores. Por isso mergulhámos nos grandes lagos da memória, onde repousam histórias que, em criança, nos desafiaram o sorriso e a gargalhada. Delas saltaram sapos, bruxas, cavaleiroscoroas de ouro brilhantereis sábios e rainhas prudentesaltas torres e prisões escuras… caixinhas de surpresas: sapatinhos de cristalbotas mágicas, caprichosas… sandálias voadorastamancos de crianças pobres que são, afinal, príncipes ou belas princesas… pássaros que atravessam os céus, em direcção a horizontes imprevistos… Personagens em viagem, construindo-se a si e aos outros, à medida que desvendam segredos ou se confrontam com o inexplicável no único lugar onde ele faz sempre sentido: o lugar do desconhecido, do nunca visto nem ouvido, o lugar do sonho, da visão – ficção que sempre antecipa as grandes descobertas.
Neste mergulho, as ideias puseram-se a fervilhar, a mexer e… a caminhar! Surgiu, então, um sapato , versátil e bem disposto, que assumimos como pretexto de pesquisa e bom humor. Procurar o sapato que entre bem no pé de cada um é, portanto, o nosso projecto para ler, contar e, ao mesmo tempo, construir uma identidade capaz de colorir de alegria os dias que acordam enevoados:
LER A CONTAR… A RIR E A DANÇAR!



Ivone Almeida
Coordenadora do PNL
Introdução ao Projecto desenvolvido no Agrupamento em 2009-10




Parabéns à Equipa do PNL

por este projecto que cresceu de forma tão mágica
ao longo de todo este ano...







Os diferentes passos do Projecto:


I – QUEM BEM SE CALÇA, MELHOR PODERÁ METER PÉS AO CAMINHO…

A aprendizagem e a boa disposição foram sempre bons conselheiros… Reforçam os ânimos quando os “pés” começam a doer pelo caminho. Aqui vão algumas propostas que o confirmam e nos ajudam a alargar horizontes.



II – A CAIXA DOS SAPATOS

É na caixa dos sapatos que guardamos, muitas vezes, pequenos objectos, utilidades, lembranças… escritos solitários, segredos, que queremos preservar do desgaste do tempo… Fechamo-la, guardamo-la e quando, um dia, a reabrimos descobrimos tesouros que só a nossa intimidade sabe reconhecer. Porque não, então, ajudar os nossos alunos a encher a sua caixa de sapatos? E, pelo caminho, redescobrir a nossa…



III – HÁ SAPATOS PARA TODOS OS PÉS NAS RUAS DA SOLIDARIEDADE

Na descoberta do outro, dos seus problemas, e das suas escolhas, descobrimos que não vivemos sós e que, afinal, também podemos contribuir para melhorar alguma coisa… E quando a mensagem fica escrita, ela não se perde no tempo…



IV – SAPATEANDO COM A COR, O GESTO E A VOZ…

À medida que experimentamos sapatos de todas as cores e feitios, descobrimos que conseguimos dançar com os livros, ler com os pincéis e cantar com as vozes dos Músicos de Zebral… e mais: descobrimos que gostamos!



V- LENDO COM AFECTO

Quem não gosta de ouvir ou de contar lembranças, sentir o consolo crescer no conforto de uma história…. Adormecer e sonhar ouvindo uma voz a cantar?...






29.6.10

S. Pedro

Porque o nosso Agrupamento abarca Canidelo e Afurada, nao podemos deixar referir o dia de hoje... Dia de S. Pedro e de muita festa na Afurada!


São Pedro da Afurada é uma freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia, juntamente com Mafamude e Santa Marinha, sendo uma localidade piscatória. O seu santo padroeiro é o São Pedro.


Gente de grande devoção, todos os anos os pescadores prestam a devida homenagem ao Santo, com toda a pompa e circunstância onde para além das cerimónias religiosas não falta a tradicional sardinha assada com a típica broa de Avintes e o Fogo de Artifício. Esta festa atinge o seu auge, aquando da saída da procissão, cujos andores transportam imagens de Santos e Santas de tamanho natural seguidos pelos seus fieis devidamente trajados com as tradicionais vestes das gentes da pesca.
À passagem defronte ao Rio Douro, procede-se à benção dos barcos acompanhados pelo toque das sirenes e morteiros.

Durante as Festas de S.Pedro da Afurada, são colocadas na Praça de S. Pedro as imagens da Nª Srª de Fátima, Nª Srª do Carmo (Padroeira dos Homens do Mar) e de S. Miguel o Arcanjo. A Imagem de S. Pedro (Padroeiro dos Pescadores) é permanente neste local, pois aqui existia a antiga Igreja da Afurada, cuja fotografia está patente no restaurante "A casa do pescador" mesmo ao lado deste largo. Essa Igreja foi destruída pelas enchentes do Douro.



Data: 29 de Junho e 1º Domingo de Julho Local: Freguesia de São Pedro da Afurada









23.6.10

S. João, S. João, S. João...





O S. João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente... Começa no serão de 23 de Junho e perdura até de madrugada. O dia 24 é feriado, dia de S. João.

Assim, começa normalmente depois do jantar, constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco na brasa, acompanhadas de saladas, jantar obviamente regado com vinho verde ou cerveja, mais modernamente.

Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando rusgas de S. João. Tradicionalmente, as pessoas muniam-se de alhos pôrros e molhos de cidreira, actualmente as armas são outras, mudaram para martelos de plástico, duros e ruidosos, mas que acabaram por ser bem aceites e hoje já fazem parte da tradição.

Há alguns anos atrás, o S. João limitava-se a uma área da cidade que era constituída pelas Fontainhas, a Rua Alexandre Herculano, a Praça da Batalha, a Rua Santa Catarina, a Rua Formosa ou Rua Fernandes Tomás, a Rua de Sá da Bandeira, a Rua Passos Manuel, a Praça da Liberdade, a Av. dos Aliados, a Rua dos Clérigos, a Praça de Lisboa, e no retorno, subindo-se a Rua de S. António, estava praticamente concluído o percurso obrigatório.

O S. João do Porto é uma festa onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira e onde a festa é constante. Nos bairros, a festa continua e as comissões organizadoras de cada uma mantém o baile animado até altas horas da madrugada...


São típicas também as Quadras de S. João. Muitas Quadras Populares são publicadas no Jornal de Notícias, no dia de S. João.
Ficam aqui alguns exemplos...


Meu querido S. João
És um santo popular
Traz teu arco e teu balão
Vem com o povo dançar!
*
*
Eu sou a fonte vadia
Dum S. João vagabundo
Que mata a sede à folia
Da maior noite do mundo
*
*
Meu balão não é d'espanto!
Não tem vinda, só tem ida,
Leva risos, leva pranto…
Tudo faz parte da vida.
*
*
Ninguém se sente sozinho
Na noite de S. João:
O de mais longe é vizinho,
O de mais perto é irmão.
*
***









16.6.10

Teatro na Biblioteca




«O Freguês caloteiro» de Luísa Dacosta, representado pelo 6ºJ

seguido de

«O Zbiriguidófilo» de Pitum Keil do Amaral, representado pelo 6ºD



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A Fábrica de Histórias em Acção



As professoras Sara Fonseca e Sónia Magina abriram as portas da... Fábrica de Histórias.
Os meninos que lá entraram tornaram-se os criadores de obras inesquecíveis!!


Parabéns pela iniciativa!

Aqui ficam algumas fotografias...